DEFESA DA DEMOCRACIA

Estados Unidos e 12 nações exigem respeito ao resultado eleitoral na Colômbia

Foto ilustrativa da crise política e transição democrática na Colômbia
Representantes internacionais defendem a transição democrática na Colômbia após contestações de resultado eleitoral.

Grupo de países apela pela transição pacífica de poder após questionamentos de Gustavo Petro sobre a vitória de Abelardo de la Espriella.

Os governos dos Estados Unidos e de outros 12 países manifestaram apoio à integridade da democracia na Colômbia, exigindo que a vontade soberana das urnas seja respeitada durante o processo de transição presidencial. A posição diplomática conjunta foi oficializada em 10 de julho de 2026, em resposta direta aos questionamentos realizados pelo presidente Gustavo Petro sobre o resultado das eleições, que conferiram a vitória a Abelardo de la Espriella.

Além dos Estados Unidos, a iniciativa reúne Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago. Em comunicado oficial, o grupo declarou acompanhar “com profunda preocupação” as ações que, sem provas, tentam desacreditar o sistema eleitoral colombiano.

“Observamos com profunda preocupação as recentes declarações e ações que, sem fundamentos devidamente comprovados, lançam dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral na República da Colômbia e geram incerteza quanto ao curso normal da transição institucional”, destacou o documento.

A nota enfatiza que, em qualquer democracia constitucional, o poder público deve ser sustentado estritamente pela vontade dos cidadãos, expressa livremente nas urnas e ratificada pelas autoridades competentes. O grupo rechaçou qualquer iniciativa voltada a deslegitimar o mandato eleito ou obstruir a mudança de governo, reiterando que tais atos ferem o respeito à Constituição e à legislação vigente.

A tensão política escalou após Gustavo Petro alegar, sem apresentar evidências, uma suposta “fraude eleitoral por via algorítmica”, questionando especialmente os votos computados no exterior. Em resposta, Abelardo de la Espriella acusou o atual presidente e Cepeda de orquestrarem um “plano B para permanecer no poder”, apelando para que as Forças Armadas e a comunidade internacional protejam as instituições democráticas.

Embora Abelardo de la Espriella tenha anunciado a suspensão oficial da transição com a gestão atual, o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, assegurou que sua equipe seguirá coletando informações para assegurar o preparo da nova administração, mantendo a expectativa de uma transição pacífica, ordenada e transparente.

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