INVESTIGAÇÃO SOBRE EMENDAS
Eduardo Cunha nega irregularidades em emendas e cita interlocução política
Defesa questiona bloqueio de R$ 6 milhões determinado pelo STF e alega que atuação do ex-deputado não constitui exercício clandestino de mandato.
A defesa de Eduardo Cunha se manifestou neste domingo, 12 de julho de 2026, para negar qualquer envolvimento em irregularidades na destinação de emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal. A manifestação ocorre após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o bloqueio de até R$ 6 milhões do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados.
A Polícia Federal sustenta, no âmbito da Operação Transparência, que Eduardo Cunha e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, teriam utilizado uma estrutura comum dentro da Câmara dos Deputados para exercer influência indevida na distribuição de verbas públicas. Segundo os investigadores, Eduardo Cunha teria direcionado, mesmo sem ocupar cargo eletivo, 21 emendas para municípios de Minas Gerais.
Em nota enviada a Broadcast, do Grupo Estado, a defesa de Eduardo Cunha classificou a acusação como uma tentativa de equiparar a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato. Os advogados enfatizaram que ele não subscreveu formalmente nenhuma das emendas citadas na decisão judicial.
O magistrado Flávio Dino pontuou em sua decisão que as evidências sugerem que Eduardo Cunha atuava com influência política superior à de parlamentares ativos. Em resposta, os defensores argumentaram que o bloqueio patrimonial é precipitado, citando que a própria Procuradoria-Geral da República considerou tal medida prematura em momentos anteriores.
A equipe jurídica ressaltou ainda que Eduardo Cunha não foi ouvido antes da medida cautelar, tendo tomado conhecimento da decisão por meio da imprensa. Segundo a defesa, o montante de R$ 6,15 milhões refere-se ao valor global das emendas destinadas a entes públicos, e não a qualquer vantagem financeira ilícita supostamente recebida pelo ex-deputado.
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