MOEDA AMERICANA EM ALTA

Dólar sobe para R$ 5,15 após tensão EUA-Irã e aversão ao risco crescer

Gráfico de alta da moeda americana.
A escalada do conflito no Oriente Médio intensificou a busca por ativos considerados seguros.

Dólar fechou em R$ 5,15 com avanço de 0,39% após escalada de conflito no Oriente Médio e expectativa de juros altos nos EUA.

Nesta terça-feira, 07/07/2026, o dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,1522, registrando uma alta de 0,39% no mercado à vista. A valorização da moeda norte-americana foi impulsionada pelo aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que intensificou a aversão ao risco entre investidores. Paralelamente, o euro terminou o dia em R$ 5,8815, com uma valorização de 0,17%. As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.

O cenário de instabilidade geopolítica no Oriente Médio levou investidores a buscarem ativos considerados mais seguros. A escalada do conflito se acentuou após o Irã atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz, provocando uma resposta dos Estados Unidos com a revogação de licenças de venda de petróleo iraniano. Essa dinâmica elevou a cotação do dólar frente a diversas moedas de países emergentes, com o valor chegando a R$ 5,1627 durante o dia.

Adicionalmente, o mercado financeiro reagiu à expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. A perspectiva de uma política monetária mais restritiva adotada pelo Federal Reserve (Fed) tende a fortalecer o dólar, diminuindo a atratividade de moedas como o real brasileiro e afetando a relação de troca para quem depende de importações.

Apesar da alta do dólar nesta terça-feira (7), analistas do Deutsche Bank apontam que o real pode encontrar suporte a curto prazo. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, juntamente com o desempenho positivo da balança comercial brasileira, são fatores que podem atenuar a volatilidade. Contudo, o banco adverte que o cenário pode se tornar mais desafiador com a proximidade das eleições presidenciais em outubro, antecipando possíveis impactos na percepção de risco fiscal e político do país.

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