CRIME E INVESTIGAÇÃO

Dois são presos por elo com plantação de maconha em Acopiara

Equipes policiais em operação de apreensão de entorpecentes no Ceará.
Cinco toneladas de maconha foram apreendidas em operação no Ceará. Foto: Divulgação/SSPDS

Suspeitos foram capturados em Orós após operação que revelou falhas na destruição de 290 mil pés da droga; delegados estão sob investigação.

Dois homens, de 21 e 47 anos, foram presos nesta sexta-feira, 10/07/2026, sob a suspeita de envolvimento com o cultivo de 290 mil pés de maconha encontrados em Acopiara, no interior do Ceará. A captura ocorreu no município de Orós, a cerca de 96 km da propriedade onde a droga foi localizada. A ação é um desdobramento das investigações sobre a gigantesca apreensão de cinco toneladas do entorpecente, ocorrida inicialmente em 25 de junho de 2026.

A prisão, decretada em regime temporário, fundamenta-se em suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O impacto social desta decisão reflete a necessidade de resposta estatal diante da gravidade da ocorrência, que colocou sob suspeita a integridade dos procedimentos de custódia e destruição do material ilícito.

O caso ganhou repercussão após denúncias do deputado federal André Fernandes (PL), que apontou o abandono do local com o material ainda presente. Em resposta à condução da operação, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) determinou o afastamento dos delegados Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira de suas funções de chefia. A decisão, amparada pela Lei nº 13.441, de 29 de janeiro de 2004, atua como um efeito legal automático durante o trâmite de processo administrativo disciplinar.

A defesa dos delegados, representada pelos advogados Leandro Vasques e Seledon Dantas, da Associação dos Delegados de Polícia do Ceará (Adepol-CE), classificou a medida como precipitada e desarrazoada. Em nota, a defesa argumentou que o procedimento ignora a necessidade de uma apuração prévia e imparcial, tratando problemas institucionais amplos como responsabilidades individuais isoladas.

Enquanto a Polícia Civil defende que a incineração foi concluída de forma controlada com apoio do Corpo de Bombeiros, novas apurações seguem em curso pelo Ministério Público do Ceará e demais instâncias competentes para determinar se houve falha na preservação da prova e desvios de conduta durante a operação original.

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