FISCALIZAÇÃO URGENTE
Dario Durigan defende que Banco Central antecipe fiscalização sobre fintechs
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, critica o que chama de "anarquia" na liberação de fintechs e defende que o Banco Central (BC) acelere a supervisão para coibir crimes financeiros como lavagem de dinheiro e movimentação de recursos de apostas ilegais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende a antecipação do esforço para que o Banco Central (BC) fiscalize as fintechs. Ele avalia que houve um descaso com a supervisão dessas instituições financeiras no passado, permitindo que fossem usadas por organizações criminosas.
"O que a gente tem visto é muita fintech sendo utilizada pelo crime organizado para lavar dinheiro, muita fintech sendo utilizada para receber dinheiro de bet ilegal, e não estava no cronograma do Banco Central olhar para essas fintechs. É preciso fazer esse esforço de antecipar quando essas fintechs vão estar debaixo da supervisão do Banco Central", declarou Durigan. A decisão de reforçar a fiscalização busca proteger a integridade do sistema financeiro e a dignidade da sociedade, impedindo que atividades ilícitas se proliferem e causem prejuízos à economia e aos cidadãos.
Segundo o ministro, as fintechs obtiveram autorização para operar sem o devido cuidado durante a gestão do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto. Durigan criticou a abordagem, afirmando que a liberalidade excessiva criou um cenário de "anarquia".
"A pretexto de dizer que é liberal, que ia liberar a atuação do mercado, criou-se uma anarquia, com autorização para muitas fintechs operarem no país, mas, ao mesmo tempo, elas não ficaram supervisionadas", ressaltou o ministro, enfatizando que essa falta de controle permitiu que parte dessas instituições fosse usada para movimentações financeiras escusas e lavagem de dinheiro. Esse cenário compromete a confiança no sistema financeiro e a segurança dos usuários.
A utilização de fintechs para movimentar recursos provenientes de apostas ilegais também é um problema identificado pela Fazenda. Em resposta, o governo editou uma norma que estabelece o bloqueio preventivo de recursos de empresas de apostas ilegais. Até o momento, 37 fintechs foram notificadas. A ação visa coibir a prática e garantir que os recursos financeiros circulem de forma lícita e transparente.
Investigações como a Operação Carbono Oculto já revelaram esquemas que utilizavam empresas de fachada e novas instituições de pagamento, as fintechs, além de fundos de investimento, para ocultar lucros ilícitos. A supervisão mais rigorosa é vista como essencial para prevenir fraudes e garantir que o dinheiro movimentado tenha origem legal, protegendo assim o cidadão e a economia do país.
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