ALERTA DE TEMPESTADE

Chuvas no RS deixam 682 desalojados com previsão de novos temporais

Vista aérea de área alagada no Rio Grande do Sul após fortes chuvas.
Inundações provocam danos em estradas e isolam comunidades no Rio Grande do Sul. Foto: AFP

O número de moradores fora de casa subiu após novos episódios de cheias; Defesa Civil Estadual projeta acumulados de até 200 milímetros em 48 horas.

O número de pessoas desalojadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul subiu para 682, impactando diretamente a dignidade e a segurança de centenas de famílias que tiveram de abandonar seus lares. A atualização mais recente da Defesa Civil Estadual detalha que o aumento de 114 desabrigados acontece no momento em que o Estado se prepara para uma nova rodada de instabilidade climática, com previsão de acumulados de até 200 milímetros em 48 horas.

O levantamento abrange moradores fora de casa em 47 municípios. Arroio dos Ratos concentra a situação mais crítica, com 100 desalojados, seguido por Eldorado do Sul (90), Porto Xavier (84) e Iraí (80). Juntas, essas cidades somam mais da metade da população afetada. No total, 207 municípios registraram danos, que incluem desde inundações e deslizamentos de terra até bloqueios em rodovias e a interrupção de serviços básicos como energia elétrica.

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil emitiu um alerta para tempestades isoladas neste domingo (26), com risco de granizo e chuva forte atingindo o Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte. O cenário deve se agravar entre segunda-feira (27) e terça-feira (28), com rajadas de vento superiores a 90 km/h e precipitação intensa nas regiões Oeste, Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, Serra e Litoral.

Embora a tendência geral indique estabilidade, a preocupação persiste com as bacias dos rios Uruguai e Jacuí, que seguem acima da cota de inundação. As autoridades monitoram especialmente o Baixo Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, e o trecho do Rio Jacuí, de Dona Francisca até o Delta. Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã também está na cota de alerta. A orientação oficial é que a população evite áreas de risco e acompanhe rigorosamente as atualizações dos órgãos de Defesa Civil.

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