EQUIDADE NA DISPUTA

Candidaturas de pretos e pardos atingem 49,9% nas eleições de 2026

Gráfico ou imagem ilustrativa sobre a diversidade racial nas candidaturas do Brasil.
Dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral monitoram a diversidade racial nas candidaturas para o pleito de 2026.

Dados do TSE mostram que pretos e pardos representam quase metade dos registros; partidos apresentam variações significativas na diversidade racial.

Candidatos autodeclarados pretos e pardos ocupam 49,9% das vagas nas disputas eleitorais deste ano, consolidando um patamar expressivo de representatividade nos registros oficiais. O levantamento, detalhado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (16), revela que 10.224 pessoas integram esse grupo dentre os 20.496 pedidos de candidatura protocolados para os pleitos de 2026.

A representação é um pilar da democracia, e a presença de diferentes matizes raciais nas urnas reflete a busca por uma sociedade mais plural. Com os candidatos brancos somando 48,7%, a diferença numérica entre os dois grupos é de 250 registros. É importante notar que estes números são parciais, uma vez que a Justiça Eleitoral ainda prossegue com a análise dos pedidos e as siglas podem realizar substituições nas chapas.

Ao analisar o recorte histórico, nota-se uma leve oscilação em comparação ao pleito de 2022, quando a participação conjunta alcançou 50,3%. Dentre os candidatos pretos e pardos deste ciclo, os pardos compõem a maioria, com 7.430 registros (36,3%), seguidos por 2.794 candidatos pretos (13,6%). O cenário é completado por 191 indígenas e 107 candidatos de etnia amarela.

A distribuição varia conforme o cargo pretendido e o gênero. Nas disputas presidenciais, pretos e pardos representam 23,1% dos nomes, enquanto nas eleições proporcionais — para deputado federal, estadual e distrital — a representatividade sobe para 50,4%. Entre o público feminino, a diversidade racial é mais acentuada: mulheres pretas e pardas somam 52,3% das candidaturas entre o seu segmento, contra 48,6% entre os homens.

O engajamento das agremiações partidárias também demonstra disparidade. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 19 das 30 legendas possuem ao menos metade de seus quadros compostos por pretos e pardos. O PCB lidera em proporção, atingindo 65,2%, enquanto, em termos absolutos, o MDB concentra o maior contingente de candidatos, com 636 registros.

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