META NÃO ATINGIDA

Campanha de vacinação contra a gripe termina sem atingir meta pelo sexto ano seguido

Pessoas em fila para serem vacinadas contra a gripe em um posto de saúde.
Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe terminou neste sábado.

A cobertura vacinal em Belo Horizonte ficou em 47%, enquanto o Brasil registrou 38%. Especialistas alertam para o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe terminou neste sábado, 31/05/2026, sem que o país atingisse a meta de cobertura do grupo prioritário pelo sexto ano consecutivo. Em Belo Horizonte, a adesão foi de apenas 47%, distante do ideal de 90% segundo Tatiani Fereguetti, diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da capital mineira. O público-alvo incluiu crianças com menos de seis anos, idosos e gestantes.

Em todo o Brasil, a cobertura vacinal do grupo prioritário alcançou 38%. Essa baixa adesão se repete desde 2021, um cenário preocupante, especialmente diante do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. O boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que todos os estados, com exceção de Rondônia, estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença.

O infectologista Carlos Starling ressalta a gravidade da SRAG, que leva à internação e, em muitos casos, a óbitos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina contra a gripe é uma ferramenta essencial para prevenir quadros graves e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.

Apesar do fim oficial da campanha, Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, informou que as vacinas ainda estão disponíveis nos postos e que a vacinação continuará durante o mês de junho. Ele destacou a necessidade de combater a desinformação e incentivar a população a se proteger.

Exemplos como a aposentada Silvane Mansur, que destaca os benefícios da vacina para sua saúde, e a pequena Antonela Costa Inacio, de 4 anos, que compreende a importância do gesto para a saúde, mostram que a conscientização é possível e fundamental para reverter essa tendência e garantir a proteção coletiva.

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