FUTURO MAIS VERDE
Câmara de Natal impulsiona projetos para escolas sustentáveis
Iniciativas da Câmara preveem energia solar, biodigestores e hortas em unidades de ensino, visando economia e sustentabilidade.
A Comissão de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Habitação da Câmara Municipal de Natal deu um passo crucial nesta terça-feira, 05/05/2026, ao aprovar projetos de lei que visam transformar a realidade ambiental e energética das escolas públicas e comunidades de baixa renda. As propostas, que receberam parecer favorável, prometem um futuro mais verde para a cidade, com foco na sustentabilidade, na redução de custos e na melhoria da qualidade de vida dos estudantes e cidadãos.
O vereador Eribaldo Medeiros, autor das iniciativas, idealizou o programa “Escola Sustentável”, uma força-tarefa para integrar práticas ecológicas nas unidades de ensino. O projeto, que contou com a participação dos vereadores Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes e Anne Lagartixa na sessão da comissão, delineia um caminho para a educação ambiental e a adaptação estrutural dos espaços escolares.
Com um olhar no futuro, a proposta da "Escola Sustentável" prevê desde a educação ambiental para alunos e professores até a reestruturação física das escolas, visando um uso mais eficiente e consciente dos recursos naturais disponíveis.
Entre as medidas concretas estão a captação e reutilização da água da chuva, a instalação de painéis de energia solar, a implementação da coleta seletiva e a criação de hortas comunitárias, transformando o ambiente escolar em um verdadeiro laboratório de sustentabilidade.
A inovação vai além, com a previsão de implantação de biodigestores, equipamentos capazes de converter resíduos orgânicos gerados nas próprias escolas em biogás, uma fonte de energia limpa e renovável.
Um exemplo tangível dessa transformação já tem destino: recursos foram alocados para a instalação de um biodigestor no CMEI Amor de Mãe, localizado no bairro das Rocas.
Essa iniciativa pioneira permitirá que o CMEI substitua o gás convencional por uma fonte energética autossuficiente, produzida a partir do lixo orgânico da própria instituição, gerando autonomia e reduzindo a dependência de recursos externos.
A expectativa é que a economia gerada pela autossuficiência energética libere verbas que poderão ser reinvestidas em outras áreas essenciais da educação, beneficiando diretamente os alunos e aprimorando a infraestrutura pedagógica.
Complementando a visão de futuro, a comissão também aprovou outro projeto do vereador Eribaldo Medeiros: a criação do Programa Municipal de Energia Solar Comunitária.
Esta proposta ambiciosa busca fomentar a geração de energia limpa em comunidades de baixa renda e nos equipamentos públicos da cidade.
Unidades básicas de saúde, escolas e creches estão entre os locais que serão contemplados, visando uma significativa redução nas despesas operacionais e o incentivo a práticas sustentáveis em toda a rede pública.
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