SEGURANÇA PÚBLICA EM PAUTA
Câmara adia votação da PEC da maioridade penal para após as eleições
Aluísio Mendes defende que o tema exige amplo debate e não deve ser influenciado pelo calendário eleitoral de 2026.
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados decidiu postergar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos. A medida, confirmada em 09/07/2026 pelo deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), visa blindar o debate de influências políticas e eleitorais, garantindo que o tema seja analisado com a profundidade necessária após o pleito.
O colegiado, sob a presidência de Aluísio Mendes, será instalado logo após o recesso parlamentar, em agosto de 2026. A definição ocorreu em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que solicitou celeridade no cronograma, respeitando, contudo, a necessidade de evitar que o calendário eleitoral contamine as discussões técnicas e sociais.
O impacto desta decisão reflete diretamente na rotina de milhares de famílias e na estrutura do sistema socioeducativo do Brasil. Para o relator, a impossibilidade de promover um debate que contemple a diversidade de visões da sociedade civil em curto prazo inviabiliza uma votação responsável antes das eleições. “Não é possível debater na comissão, dando espaço para toda a sociedade, e votar antes do pleito”, destacou Mendes.
Além da discussão central, o texto em análise prevê um sistema de transição para jovens infratores. A proposta estabelece que indivíduos de 16 a 18 anos cumpram medidas em instalações distintas dos presídios convencionais, para os quais seriam transferidos apenas ao atingirem a maioridade civil. O debate ganha contornos internacionais, com o parlamentar citando modelos adotados na Argentia, sob a gestão de Javier Milei, além de Chile e Colômbia.
Apesar de expressar posição favorável à redução, o presidente da comissão reiterou seu compromisso com a neutralidade. O parlamentar garantiu que o espaço será democrático, permitindo que ONGs, especialistas e parlamentares de diferentes espectros ideológicos exponham seus argumentos sem restrições. A segurança pública permanece como um dos temas mais divisivos no cenário político nacional, centralizando críticas entre visões progressistas e conservadoras.
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