SEGURANÇA PÚBLICA EM RISCO

Cabo Deyvison denuncia ameaças e tentativas de suborno antes de atentado em Mossoró

Cabo Deyvison em entrevista à Jovem Pan News Natal comentando ameaças recebidas.
Cabo Deyvison, vereador e pré-candidato, durante entrevista nesta sexta-feira (10).

Parlamentar afirma que ataques seriam retaliação por sua atuação contra o crime organizado. Episódio resultou na morte de seu assessor em 15 de junho.

O vereador e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison, detalhou nesta sexta-feira, 10/07/2026, uma série de ameaças e ofertas de suborno que antecederam o atentado sofrido em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O parlamentar, que busca esclarecer as circunstâncias do ataque ocorrido em 15 de junho, reforçou que o episódio, que vitimou seu assessor Alyson Diego de Oliveira Morais, seria uma tentativa de intimidação contra sua postura política.

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, o político relatou que o cerco contra sua integridade física e de seus familiares intensificou-se após suas denúncias públicas contra facções criminosas. Segundo o relato, criminosos chegaram a expor imagens de sua esposa gestante nas redes sociais, buscando desestabilizá-lo após ele recusar propinas.

A retórica do parlamentar destaca o drama vivido por agentes públicos que combatem o crime organizado. Para Cabo Deyvison, a continuidade de sua atuação política é uma forma de honrar a memória de seu assessor. O vereador encontra-se atualmente em trâmite para deixar o MDB e ingressar no PL, legenda pela qual articula sua candidatura sob a promessa de uma gestão mais rigorosa no enfrentamento à criminalidade.

O parlamentar citou conversas com o pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, como ponto decisivo para sua mudança partidária. Durante o programa, ele também teceu críticas a outros postulantes ao executivo estadual, como Cadu Xavier e Allyson Bezerra, acusando-os de omissão diante da influência de facções na região da Costa Branca Potiguar.

Além do atentado pessoal, o vereador denunciou o avanço do Comando Vermelho na região, apontando práticas como toques de recolher e extorsão de comerciantes locais. A denúncia traz à tona o debate sobre a segurança pública e a autonomia da Polícia no Rio Grande do Norte, em um momento em que a sociedade civil demanda respostas urgentes frente ao domínio territorial por grupos criminosos.

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