DIPLOMACIA E SOLIDARIEDADE

Brasil avalia nova fase de auxílio humanitário à Venezuela após terremotos

Equipamentos do hospital de campanha brasileiro em operação na Venezuela após terremotos.
Hospital de campanha montado pelo Brasil para atender as vítimas dos sismos na Venezuela — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governo federal revisa estratégias para ampliar a reconstrução e o suporte médico às vítimas dos sismos que deixaram quase 3,9 mil mortos no país vizinho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coordenou uma reunião estratégica nesta sexta-feira, 10/07/2026, com o objetivo de definir uma nova etapa de apoio humanitário à Venezuela. A decisão, debatida em conjunto com ministros e assessores, busca calibrar a ajuda brasileira para que ela seja alinhada com as necessidades mais urgentes da população afetada por uma série de terremotos devastadores que atingiram a região norte do país, incluindo Caracas, no final de junho.

A importância desta iniciativa reside na mitigação de uma crise humanitária de proporções históricas, visto que os sismos foram os mais potentes registrados na Venezuela em mais de um século. Com um saldo de 3.889 mortes confirmadas e cerca de 17 mil feridos, a capacidade do Brasil em fornecer suporte técnico e hospitalar é vital para preservar vidas e oferecer o mínimo de dignidade aos desalojados.

Participaram da reunião o chanceler Mauro Vieira (Relações Exteriores), o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, além das ministras Miriam Belchior (Casa Civil) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, também compôs o grupo. A operação, coordenada pela Casa Civil, ainda não tem um cronograma definitivo, dependendo de novos dados enviados pelas autoridades venezuelanas.

Até o momento, o Brasil enviou seis voos humanitários (cinco da FAB e um da Gol), totalizando 60 toneladas de suprimentos, além de um hospital de campanha operado por 93 militares da Marinha, bombeiros, especialistas da Defesa Civil e técnicos da Anatel.

Em paralelo, o governo brasileiro discute estratégias para intensificar a cooperação com Cuba, frente ao agravamento da crise de desabastecimento e colapsos energéticos, que afetam severamente a segurança alimentar das crianças na ilha, agravada pelas sanções econômicas impostas pelo governo de Donald Trump.

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