ALTA PRODUÇÃO NACIONAL

Brasil alcança novo recorde histórico na produção de petróleo em abril de 2026

Gráfico de produção de petróleo no Brasil mostrando alta histórica.
Produção de petróleo no Brasil registra novo recorde em abril de 2026.

Volume registrado em abril supera qualquer mês anterior na série histórica, impulsionado pelo pré-sal. Governo busca compensar custos fiscais com receitas extras.

A produção de petróleo no Brasil alcançou um novo patamar historicamente elevado em abril de 2026, consolidando uma trajetória de alta contínua. Os dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, revelam que o país extraiu 20,7 milhões de metros cúbicos, o maior volume já registrado para este mês específico na série histórica. Este resultado impressionante segue um marco anterior: em março de 2026, a produção já havia atingido um recorde mensal de 20,9 milhões de metros cúbicos, demonstrando a força da exploração nacional, especialmente na camada do pré-sal.

O relatório técnico da ANP detalha que a produção combinada de petróleo e gás natural atingiu 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em abril. A camada do pré-sal foi a principal responsável por esse desempenho expressivo, respondendo por 4,614 milhões de boe/d, o que equivale a 81,8% da produção total nacional. Do montante de petróleo, 3,568 milhões de barris foram extraídos diariamente. Adicionalmente, foram extraídos 166,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, provenientes de 189 poços.

Para a União, essa performance robusta na produção de petróleo tem um impacto econômico ambíguo, mas fundamental. Por um lado, a alta contínua dos preços internacionais do petróleo, que desde 28 de fevereiro, com o agravamento do conflito no Oriente Médio, fez o barril Brent saltar de menos de US$ 70 para ultrapassar os US$ 100, pressiona os custos de combustíveis como gasolina, diesel, Querosene de Aviação (QAV) e gás de cozinha. Por outro lado, essa elevação nas receitas vinculadas à exploração de óleo e gás, incluindo royalties, participações especiais e dividendos da Petrobras, ajuda a mitigar o impacto fiscal das medidas governamentais implementadas para conter esses aumentos para o consumidor.

Em resposta à escalada dos preços internacionais, o Executivo adotou um pacote de medidas emergenciais. Inicialmente com validade até o fim de maio e agora prorrogadas até julho, essas ações incluem a subvenção ao diesel (R$ 1,52/litro para importado e R$ 1,12/litro para nacional), a suspensão de tributos federais sobre diesel e biodiesel, uma subvenção de R$ 330 milhões ao gás de cozinha, a criação de uma subvenção para a gasolina equivalente aos tributos federais e a isenção de tributos federais sobre o QAV. O governo projeta que o aumento das receitas extraordinárias, impulsionado pelo alto volume de produção, será suficiente para compensar os custos dessas ações.

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