ACORDO DE GIGANTES
Banco do Brasil firma contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para serviços postais
Contrato de cinco anos visa atender a todas as unidades do BB com serviços convencionais, especiais e telemáticos, incluindo o envio de faturas e extratos. O BB justificou a dispensa de licitação pela inviabilidade de competição e capilaridade dos Correios.
O Banco do Brasil decidiu e firmou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para a prestação de serviços postais em âmbito nacional e internacional. O acordo, que entrou em vigor no início de julho de 2026 e terá duração de cinco anos, é crucial para garantir a comunicação oficial e a entrega de documentos essenciais aos clientes do BB em todo o país.
A contratação abrange serviços convencionais, especiais e telemáticos, assegurando o envio de correspondências como faturas de cartão de crédito, extratos bancários e outros documentos importantes. Essa decisão impacta diretamente a infraestrutura de comunicação do banco, buscando otimizar a logística e a eficiência na entrega de informações aos seus milhares de clientes, reforçando a dignidade no acesso à informação e aos serviços bancários.
O Banco do Brasil justificou a modalidade de contratação sem processo competitivo pela inviabilidade de competição. A instituição argumentou que os Correios são a única entidade com a capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes para executar o serviço postal no país, especialmente em localidades remotas e de difícil acesso, onde outros prestadores não possuem alcance similar. Além disso, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada.
Este novo contrato substitui o anterior firmado entre as duas instituições, com valores atualizados pela inflação. A assinatura ocorre em um momento de reestruturação para os Correios, que buscam alternativas para fortalecer suas finanças e manter a operação nacional. A estatal registrou um prejuízo bilionário no primeiro trimestre de 2026, evidenciando a necessidade de ações para sua recuperação.
Em dezembro de 2025, a União já havia aprovado um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios, com garantias do Tesouro Nacional, em resposta à fragilidade financeira enfrentada pela empresa. Nos últimos anos, a estatal tem lutado para equilibrar suas contas, pressionada por custos operacionais elevados e pela necessidade de modernização diante da concorrência no setor de logística. No ano anterior, o rombo nas contas dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões.
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