PARALISAÇÃO DA CATEGORIA
Bancários do Rio Grande do Norte avaliam greve após impasse nas negociações
Trabalhadores rejeitam proposta de reajuste baseada no INPC e reivindicam ganhos reais sobre a lucratividade recorde das instituições financeiras.
O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte avalia a deflagração de uma greve da categoria após o fracasso nas rodadas de negociação para a renovação do acordo coletivo. A decisão de mobilização, que pode ser concretizada a partir de quarta-feira (02/09), foi motivada pela insuficiência da proposta econômica apresentada pelos bancos, em um cenário onde o diálogo permanece travado.
O impasse preocupa os trabalhadores devido à proposta atual, que prevê reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acrescido de 0,6%. O presidente da entidade, Alexandre Cândido, alerta para o risco de deflação no INPC de agosto, o que tornaria o ganho salarial praticamente nulo. A categoria exige um aumento real de, no mínimo, 5% acima do índice inflacionário.
Para além dos índices financeiros, o conflito abrange 139 cláusulas que definem as condições de trabalho. Entre as insatisfações, destacam-se alterações no custeio de benefícios para empregados da Caixa Econômica Federal e demandas específicas de funcionários do Banco do Brasil e do setor privado. O Sindicato argumenta que, enquanto a rentabilidade das instituições cresce, os bancários enfrentam uma redução no poder de compra.
Embora a categoria tenha sinalizado a paralisação, o canal de negociação segue aberto. A reivindicação central aponta que o crescimento do patrimônio das instituições financeiras deve ser compartilhado de forma justa com aqueles responsáveis pela geração de resultados.
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