COOPERAÇÃO INTERNACIONAL INVESTIGATIVA

Autoridades do RS solicitam apoio da Interpol para investigar histórico de americano suspeito de matar o filho

Imagem ilustrativa de viatura policial e operação de investigação.
Investigação busca entender histórico do suspeito para reforçar o inquérito policial.

Pedido visa apurar antecedentes criminais de Dandre Jermaine Grayson nos Estados Unidos. Criança faleceu após espancamento em Viamão.

Autoridades do Rio Grande do Sul acionaram a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para rastrear o histórico criminal de Dandre Jermaine Grayson, cidadão norte-americano de 33 anos, suspeito de espancar o próprio filho até a morte em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre. A medida, articulada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, busca identificar eventuais registros de violência cometidos pelo suspeito nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 10/07/2026.

O caso, que choca pela brutalidade, traz à tona a urgência da proteção à infância e a necessidade de respostas eficazes do Estado. Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, foi vítima de agressões fatais cometidas no dia 5 de junho. Após ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Porto Alegre, o menino não resistiu aos ferimentos e faleceu na noite de quarta-feira, 8 de junho de 2026.

Dandre Jermaine Grayson foi preso em flagrante logo após o crime. Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão, justificando a violência pela recusa do filho em lhe dar “bom dia”. A Polícia Federal deverá formalizar o trâmite junto à autoridade internacional para a coleta das informações sobre o passado do missionário, que reside no Brasil há nove anos.

A investigação também alcançou a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, que teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira, 9 de junho de 2026. A Polícia Civil apura se ela teve participação direta ou omissão diante da violência. A defesa de Mayanna, composta pelos advogados Isabel Cochlar, Juliana Braun Martins e André Berg, sustenta que ela vivia em situação de vulnerabilidade e violência doméstica, aguardando os desdobramentos técnicos da perícia.

O prefeito de Viamão admitiu falhas no acompanhamento da família, que era monitorada desde 27 de novembro de 2025 após a identificação de hematomas no menino. As outras quatro crianças do casal foram encaminhadas a uma instituição de acolhimento. O processo segue em fase de apuração, com a defesa de Dandre Jermaine Grayson ainda não localizada para prestar esclarecimentos.

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