INTENSIFICAÇÃO DO CONFLITO

Ataques russos contra a Ucrânia deixam ao menos dois mortos

Cenário de destruição após ataques de mísseis russos contra a Ucrânia.
Equipes de resgate atuam em Kiev após série de ataques russos em 11 de julho de 2026.

Ofensiva russa com mísseis e drones atinge Kiev, Odessa e Kharkiv, enquanto o governo de Volodymyr Zelensky clama por sistemas Patriot urgentes.

Uma série de ataques coordenados com mísseis e drones contra diversas regiões da Ucrânia resultou na morte de duas pessoas e deixou outros 19 feridos, em uma escalada que expõe a vulnerabilidade do território frente à escassez de munições de defesa aérea, conforme comunicado oficial divulgado em 11 de julho de 2026.

Na capital, Kiev, a infraestrutura civil foi alvo de mísseis balísticos e de cruzeiro, deixando 11 feridos. O presidente Volodymyr Zelensky denunciou que os dispositivos atingiram alvos antes mesmo que o alerta de ataque aéreo pudesse ser emitido, ressaltando o impacto devastador sobre a população civil que tenta manter a normalidade em meio ao conflito.

A Força Aérea da Ucrânia detalhou que a Rússia disparou seis mísseis balísticos, seis de cruzeiro e 121 drones. Embora as defesas tenham neutralizado 111 drones e dois mísseis de cruzeiro, a incapacidade de interceptar mísseis balísticos — que atingem velocidades supersônicas — permanece como o gargalo mais crítico. Em Odessa, um ataque com mísseis tirou a vida de dois civis, enquanto em Kharkiv, um drone atingiu uma empresa, ferindo outras sete pessoas.

Diante da precariedade dos sistemas Patriot, o governo de Volodymyr Zelensky intensificou o apelo aos aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pela entrega imediata de pacotes de defesa aérea acordados durante a cúpula da organização realizada nesta semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou recentemente a possibilidade de licenciamento para que a Ucrânia produza seus próprios interceptores, uma medida que o governo de Kiev busca acelerar.

Em uma resposta estratégica, as forças ucranianas mantêm operações contra a logística russa. Robert Brovdi, chefe das forças de drones da Ucrânia, relatou ataques a 21 navios-tanque no Mar de Azov, como parte de um esforço para privar a Rússia de combustível e suprimentos essenciais para sustentar as hostilidades.

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