ASSESSOR DE DEPUTADA PRESO
Assessor de deputada estadual é preso em megaoperação que investiga desvio milionário de recursos públicos
Operação policial apura desvio de R$ 10 milhões em esquema de empresas de fachada. Parlamentar afirma que irregularidades ocorreram em outra esfera.
Uma megaoperação deflagrada nesta terça-feira, 02/07/2024, resultou na prisão de um assessor parlamentar ligado ao gabinete de uma deputada estadual de São Paulo. A ação policial visa desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos que, segundo as investigações, pode ter movimentado ao menos R$ 10 milhões entre 2023 e 2024. O caso importa para a sociedade ao expor a fragilidade de controles em órgãos públicos e a necessidade de rigor na fiscalização do dinheiro do contribuinte. Entre os detidos está Marcos Aparecido Ferreira Filho, que integrava a equipe da deputada estadual Beth Sahão (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A operação, denominada “Rei do Pix”, foi uma iniciativa conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público de São Paulo. O foco principal das apurações recai sobre irregularidades na Câmara Municipal de Catanduva, no interior do estado. As investigações apontam que o grupo investigado criava empresas de fachada para simular a prestação de serviços ao Legislativo municipal. Documentos indicam que essas empresas emitiam notas fiscais e recebiam pagamentos de contratos públicos. Posteriormente, a maior parte desses valores seria retida pelos envolvidos no esquema. Há também indícios de lavagem de dinheiro, com o objetivo de ocultar a origem e o fluxo dos recursos desviados. As autoridades estimam que o montante desviado possa ultrapassar os R$ 10 milhões, com a possibilidade de o valor real ser ainda maior. Para a investigação, mais de 200 policiais militares cumpriram cerca de 50 mandados de busca e apreensão e aproximadamente dez de prisão em diversas cidades. Em nota oficial, a equipe da deputada Beth Sahão declarou que os fatos em apuração não têm relação com a atuação do seu gabinete na Alesp e que as supostas irregularidades teriam ocorrido no âmbito da Câmara Municipal de Catanduva. A parlamentar informou que acompanha o caso e aguarda o desenrolar das investigações para decidir sobre possíveis medidas. As autoridades seguem na análise de documentos, contratos e movimentações financeiras apreendidas na operação. O objetivo é detalhar a participação de cada indivíduo e dimensionar completamente o alcance do esquema de desvio e lavagem de dinheiro.
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