INOVAÇÃO NO FESTIVAL
Arraial de Belô recebe árvores líquidas que purificam o ar com tecnologia
Estruturas com microalgas capturam CO2 no ambiente do evento e oferecem um espaço de descanso consciente para os participantes.
Tecnologia e sustentabilidade ganham espaço inédito no Arraial de Belô como uma iniciativa voltada à mitigação de impactos climáticos e à educação ambiental. O evento, realizado no Mineirinho, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, decidiu integrar duas unidades de árvores líquidas à sua infraestrutura nesta sexta-feira (24).
As estruturas utilizam microalgas para capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, convertendo o gás em oxigênio e biomassa — material que pode ser posteriormente reaproveitado como biofertilizante. O sistema opera de forma contínua, dependendo apenas de energia elétrica e abastecimento hídrico, além de auxiliar na retenção de partículas suspensas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar local.
Para além da função ecológica, a iniciativa busca provocar uma reflexão sobre a crise climática entre os frequentadores da festa. As peças foram projetadas com bancos integrados, permitindo que o público desfrute do equipamento enquanto observa o processo de filtragem em tempo real.
A presença dessas estruturas no Arraial de Belô, que segue até o dia 2 de agosto, reforça as Ações de sustentabilidade planejadas para a edição. O idealizador do projeto, o engenheiro mecânico Antônio Mazza, estará presente no Arraiá de Belô para dialogar com os visitantes sobre o funcionamento do equipamento e o papel da biotecnologia na purificação do ar urbano.
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