RISCO DE CADUCIDADE

AGU valida processo que apura falhas na concessão da Enel em SP

Equipes de manutenção da Enel trabalhando em rede elétrica na Grande São Paulo.
Instalações elétricas sob fiscalização da Aneel e monitoramento da AGU em São Paulo.

Parecer da Advocacia-Geral da União rejeita argumentos da concessionária contra a Aneel e mantém tramitação sobre a possível perda de contrato.

A Advocacia-Geral da União (AGU) concluiu que os argumentos apresentados pela Enel São Paulo não são suficientes para invalidar o processo de caducidade aberto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), visando apurar a viabilidade da concessão. A decisão foi consolidada em um parecer técnico emitido pela Procuradoria Federal junto à agência reguladora, reforçando a legitimidade da investigação sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa, conforme detalhado no relatório disponibilizado em 11/07/2026.

O parecer foi elaborado em resposta a um pedido de reconsideração da Enel/SP, que questionava a metodologia de cálculo utilizada pela Aneel após os apagões registrados em dezembro de 2025. Segundo a empresa, a agência teria aplicado critérios incompatíveis para avaliar a recomposição da energia. No entanto, a AGU destacou que a divergência técnica apresentada pela distribuidora não configura vício jurídico capaz de anular o processo administrativo, tratando-se apenas de uma controvérsia sobre a interpretação de dados.

O impacto direto para a sociedade é a continuidade rigorosa da fiscalização. A AGU sublinhou que a caducidade é avaliada com base em um conjunto de falhas operacionais graves, como a demora no restabelecimento de energia, deficiências nos planos de contingência climática e falhas estruturais em campo. A manutenção do processo, nesta data de 11/07/2026, garante que a concessionária responda por falhas que deixaram milhões de moradores da Grande São Paulo desassistidos.

É importante ressaltar que a instauração do procedimento não implica a perda imediata da concessão. Trata-se de uma fase de instrução administrativa que assegura à distribuidora o amplo direito ao contraditório e à defesa. Caso a Aneel confirme a recomendação de caducidade ao final do rito, a decisão caberá, em última instância, ao Ministério de Minas e Energia.

Em nota, a Enel São Paulo reafirmou seu compromisso com os investimentos e informou que continuará demonstrando o cumprimento integral das metas contratuais em todas as instâncias. A companhia sustenta que os avanços operacionais recentes refletem sua responsabilidade com os consumidores do Estado.

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