ALERTA AMBIENTAL
Acre registra 64 focos de queimadas no primeiro semestre de 2026
Dados do Inpe indicam queda nos registros iniciais, mas Defesa Civil intensifica planos de contingência diante do verão amazônico.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 64 focos de calor no Acre entre 1º de janeiro de 2026 e 10 de julho de 2026. A decisão de monitoramento constante foi tomada para subsidiar estratégias de combate ao desmatamento e preservação ambiental, visando reduzir os danos severos à qualidade do ar e à saúde da população acreana, impactada diretamente pelas fumaças das queimadas.
Neste domingo, 12/07/2026, o cenário acende um alerta para as autoridades. Embora os dados parciais indiquem uma redução de 43% em comparação aos primeiros seis meses de 2025, a chegada do verão amazônico inverte a curva de tendência. Apenas nos dez primeiros dias de julho de 2026, foram contabilizados 23 novos focos, evidenciando o desafio constante de controle do fogo na região.
O município de Feijó lidera o ranking estadual com 11 ocorrências. Na sequência, Rodrigues Alves registrou quatro focos, enquanto a capital Rio Branco e Santa Rosa do Purus, situadas no Vale do Juruá, somaram três cada. Epitaciolândia, Mâncio Lima e Porto Walter contabilizaram dois focos por localidade, seguidos por Acrelândia, Assis Brasil, Jordão e Sena Madureira, com um registro cada.
É importante ressaltar que os dados do Inpe utilizam sensores de satélites meteorológicos para detectar picos de temperatura. Contudo, a Defesa Civil de Rio Branco, por meio do tenente-coronel Cláudio Falcão, aponta que o número real na capital pode ser superior aos registros via satélite, totalizando 80 focos até 10 de julho de 2026. Apesar da divergência técnica, ambos os órgãos concordam que o volume atual está 45,5% menor que o observado no mesmo período de 2025.
Diante da previsão de um fenômeno El Niño com maior intensidade neste ano, Falção reforçou que o plano de contingência estadual já está em execução. O trabalho envolve a colaboração direta entre a Secretaria de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros, com ações integradas de prevenção e combate imediato para evitar que a limpeza de áreas rurais com fogo saia do controle, protegendo a dignidade das comunidades locais frente aos efeitos da seca extrema.
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