DINÂMICA DAS URNAS

A influência da Classe C nas eleições: o peso do pragmatismo no Brasil da Maioria

Eleitores em urna eletrônica para o pleito de 2026.
O perfil do eleitor da Classe C é marcado pelo pragmatismo e foco em soluções econômicas imediatas.

Com a abertura da corrida eleitoral, o olhar se volta para o segmento que define resultados: a Classe C, um grupo que prioriza soluções práticas em vez de ideologias.

A corrida eleitoral para o pleito de 4 de outubro teve início neste domingo (16). Com a largada oficial, candidatos e partidos buscam o apoio de um eleitorado composto por quase 160 milhões de brasileiros, um universo marcado pela diversidade, mas com um segmento que se destaca como fiel da balança: a Classe C.

Segundo dados do Instituto Locomotiva, a parcela da população com renda familiar per capita entre R$ 610 e R$ 1.250 representa mais da metade dos eleitores. O grupo é definido pelo pragmatismo, colocando em segundo plano as discussões ideológicas em favor de pautas que impactam diretamente o dia a dia, como o mercado de trabalho e o papel do Estado.

Para desvendar os valores culturais, religiosos e as expectativas desse estrato social, o podcast O Assunto, em sua edição #1784, trouxe uma análise profunda conduzida por Victor Boyadjian. O convidado foi Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, fundador do Data Favela e autor da obra "Brasil da Maioria", que sintetiza duas décadas e meia de estudos sobre esse perfil.

Mais do que números, a discussão foca na dignidade e na busca por ascensão social, elementos que orientam a escolha de figuras políticas capazes de traduzir os anseios desta massa heterogênea. A compreensão desse eleitor é o desafio central para qualquer projeto que almeje a governabilidade nas próximas semanas.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário