PF afirma que vazamento teria possível objetivo de manter relação de políticos com CV de olho em 2026
Na representação feita pela Polícia Federal pedindo a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), os investigadores classificam como “ação obstrutiva” a conduta do político que teria tomado conhecimento prévio da operação, conversado com o principal alvo — o então deputado estadual Thiago dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias” — e orientado sobre a retirada de objetos de interesse da investigação da residência do parlamentar sob suspeita. Ainda de acordo com a PF essa ação teria como “possível objetivo subjacente” a “manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro”. O pedido reproduzido na decisão de Moraes segue afirmando que esse controle "se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que se avizinha", referência às eleições marcadas para outubro de 2026.